O espaço, reformado e ampliado, ganhou novo balcão de atendimento, estantes com layout moderno, cabines de estudo individuais, sistemas de iluminação e climatização adequados, sala de processamento técnico e administrativo, e a incorporação do acervo da sede Cambeba. O ganho ainda vai além, a família do historiador e ex-conselheiro, Ministro Raimundo Girão, nome que batiza a Biblioteca do TCE, doou 33 obras raras, em caráter definitivo e sem ônus. Entre os títulos, uma publicação de 1937 sobre Fiscalização de Gastos Públicos. A entrega foi feita pelos filhos Celne Brasil Girão, Celda Brasil Girão, Celber Brasil Girão, e pelo neto Eurípedes Chaves Júnior, que agradeceu ao Tribunal “por fazer justiça a uma grande figura pública, meu Avô”.
O momento também foi prestigiado pelos conselheiros Rholden Queiroz (vice-presidente), Valdomiro Távora (corregedor), conselheiro substituto Davi Barreto (ouvidor), procurador de Contas Júlio César Saraiva, Fernando Braga (presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia – 3ª Região), Hamilton Tabosa (coordenador do curso de Biblioteconomia da UFC), secretários, diretores do IPC, Hilária Barreto e Francisco Otávio de Miranda Bezerra, pelo chefe da Biblioteca, Josimar Batista, servidores, colaboradores, estagiários e demais convidados, que fizeram um tour pelos corredores da Biblioteca da Corte.
Manhã literária
Após a reinauguração, foi realizada a 8ª edição do Café com Leitura: Contos e Encontros, no auditório do IPC. O primeiro evento de 2018 teve como palestrante a professora do curso de Letras da Universidade Federal do Ceará (UFC), doutora Angela Gutiérrez, explanando sobre o livro de sua autoria “O Mundo de Flora”. Debateram o tema os anfitriões, conselheiros Edilberto Pontes e Alexandre Figueiredo.
“Em O Mundo de Flora, há a interpretação da realidade - e consequentemente a sua crítica -, demonstrando a relatividade desta interpretação, que sempre está sujeita a várias leituras, dependendo do ponto de vista em que é observada. Desta maneira, há vários narradores que direcionam a narrativa - que entram e que desaparecem do contexto narrativo -, e vários personagens que se alternam, assumindo, ora uns, ora outros, a função de protagonista do enredo do romance.”
Uma leitura convidativa que, não necessariamente, precisa ser lida em páginas crescentes. “Há um segundo índice em que sugiro uma leitura fracionada, por partes”, pontuou Angela Gutiérrez, que percorreu um cenário de clássicos da literatura durante sua palestra.
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